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Agência Municipal de Habitação de Campo Grande

 
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Habitação - Terça-Feira 24 de Julho de 2012

Prefeitura entrega até dezembro 774 casas populares em dois conjuntos habitacionais

Com investimento superior a R$ 38 milhões, a Prefeitura vai entregar até dezembro mais 774 populares em dois conjuntos habitacionais com toda a infraestrutura, incluindo esgoto, pavimentação, drenagem, meio-fio, arborização e equipamento para utilização de energia solar. São 482 casas na Moreninha IV, destinadas ao reassentamento de famílias que moram em área sde risco ou em condições precárias e 292 moradias no Jardim Santa Emilia, reservadas aos inscritos no cadastro da Agência Municipal de Habitação (EMHA). É o segundo grande empreendimento habitacional que a região está recebendo. No mês de julho, foi entregue a última etapa de 237 casas do Residencial Ronaldo Tenuta, de 860 unidades, investimento de R$ 37 milhões.

No Santa Emília, segundo a Agência Municipal de Habitação, serão investidos R$ 10,7 milhões na construção das casas (com 38,79 metros quadrados e unidades adaptadas para pessoas com necessidades especiais com 43,82 metros), a infraestrutura exige mais R$ 3,7 milhões. Deste total, a Prefeitura entrou com uma contrapartida de R$ 2,7 milhões, sendo R$ 1,8 milhão na compra da área de R$ 1,9 milhão e R$ 850 mil para infraestrutura.

O sistema de drenagem que está sendo construído no residencial, segundo engenheiros da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação, será usado também para o escoamento da enxurrada de algumas ruas do Santa Emilia, como a Conde de Boa Vista e a Capitão Airton Rebouças.

As 482 casas que estão sendo construídas na Moreninha IV (numa área vizinha ao Parque Jacques da Luz) vai abrigar famílias que moram em barracos na própria Moreninha (a favela da Alta Tensão), no Santo Eugênio, Itamaracá e Universitário, onde está sendo implantado o Parque Linear do Balsamo.

É o caso do aposentado José Pereira Gomes, de 67 anos, que falou da satisfação em receber a casa e participar do processo de mudança oferecido pela Prefeitura. “Moro em um barraco improvisado sem qualquer estrutura. Achei que fosse morrer no mesmo lugar. Mas não. Quem diria que a minha vida mudaria quase chegando ao fim. Além de ter uma casa confortável para viver com dignidade, a Prefeitura está me dando outras oportunidades para buscar outras fontes de renda, com os cursos que a gente recebe do projeto”, conta Gomes.

A infraestrutura do imóvel, que contará com piso, forro e todo o acabamento, é vista com bons olhos pelos futuros moradores. “Moramos em três famílias em um mesmo terreno. São peças sem porta e qualquer condição de conforto. Antes, imaginar estar com a minha família em uma casa com piso, porta e forro era apenas um sonho distante. Mas hoje estamos aqui vivendo esse sonho”, desabafa a dona de casa Nilza Ferreira da Conceição, de 50 anos, que vai morar na unidade habitacional junto com o marido e a filha.

Receber uma destas casas será uma benção”, resume a dona de casa Elizabeth de Oliveira, casada, mãe de dois filhos, que há cinco anos mora numa área de comodato no Bairro Nova Capital, onde a luz é garantida por uma ligação clandestina porque não há rede de energia elétrica e a rede de água foi instalada recentemente. “Como a gente não é dono do terreno, nem se anima para arrumar a casa, que nem é rebocada”, explica Elizabeth.

A mesma ansiedade é compartilhada por dona Maria Aparecia, que mora na rua Alto da Serra, embaixo da rede de alta tensão. “Não posso trabalhar porque tenho dois filhos deficientes. Meu marido ganha salário mínimo, o jeito de fugir do aluguel foi vir pra cá e construir de qualquer jeito as duas peças onde moramos há 16 anos”, relata.

Fonte/Autor: SCS
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